Preguiça.
Ultimamente eu tenho muita preguiça, preguiça das pessoas. Tenho preguiça dos assuntos, dos discursos, das opiniões e pontos de vista irritadiços, cartesianos e dos debates insanos e sem nenhuma latência cheias de sermões acadêmicos.
Preguiça da dureza, da falta de leveza, da presteza em vomitar idéias de ódio, de asco, de separação e de auto-afirmação. Da construção de seres mais segregados, compilados em blocos de verdades absolutas, separados por quilômetros de distância do bom senso.
Preguiça da verdade absoluta, de pessoas fechadas, sem respeito, que com sua crença me tira os diretos, me julga em conceitos, agem com preconceito, com base nos seus argumentos com frases de efeito, e invadem meu eu mais profundo rasgando meu peito e me fazem da vez o eleito de seu repúdio, daquilo que sou, imperfeito.
Preguiça do sexismo, machismo, feminismo, veganismo, baconismo, batatadocismo, marginalismo, haddaddismo, petismo, alckiminsmo, psdbmismo, coxinhismo, reaçaismo, cicloviaismo, 50porhoraismo e todos os demais que irão vir.
Saudade
Saudade das conversas arrastadas, das prosas sem hora, sem efeito de moral, nem pressa, sem correr contra o tempo, que a conversa seja um alento a alma, a calma.
Que a seriedade do dia a dia, seja reservada aos primeiros minutos, mas não muitos, que sejam apenas um desabafo, para abrir portas para o próximo parágrafo, de risadas e bobeiras ditas de forma animada e estimada pela beldade que é o ser, o ver, o ouvir, o sentir e o amar.
Assim Falei.
♥

















Sábias palavras ! Morri de rir com a “batatadocismo” !!!
e tenha dito. Adorei.
Muito bom! Que assim seja!!
Bjos!