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sendo Gigi
Dia a dia, um relato.
11 de novembro de 2015

“Mas a sua alegria apagava-se dia a dia,
e cobria-se de poeria, como a asa de uma borboleta
que um alfinete atravessou” – Victor Hugo

São dez horas da manhã, já estou no trabalho a mais de duas horas e não produzi nada. Acabei de tomar o café da manhã, chá e frutas. Sentei na minha mesa e… nada. Nada de conseguir focar no trabalho, nada de de fazer a vida acontecer, nada. A vontade mesmo é de abrir minha gaveta e dar fim na barra de chocolates que tem nela, dar fim porque só tem uns pedacinhos mesmo. Mas acho que se estivesse inteira, iria tudo também. Ai fico naquela indecisão “comer ou não comer”, em um primeiro momento decido não comer, porque lembrei de como me senti hoje de manhã, ao tentar me vestir e nada cair bem, por estar me sentindo uma “orca” (referencia aquela balaia fofa..). Entro em todas as redes sociais, esperança de algo ter acontecido, muitos seguidores novos, comentários (sonha), vejo vídeos que ainda não vi, curto fotos, posto uma na rede social mais “perfeitinha” (ninguém precisa saber como me sinto de verdade né?). Nas outras até abro a “real”, mas aos poucos, e, quem liga mesmo? E agora… agora nada. Vejo pessoas com muitos afazeres, preocupadas com data de entrega, empolgadas com novos trabalhos e eu? Nada. Segura o choro, engole o grito, não borra a maquiagem.

Ainda estou na luta contra a necessidade do chocolate, que esbarra no peso que está absurdamente alto (é assim que me sinto) e, por isso mesmo da vontade de tacar o foda-se e comer assim mesmo, lembro das dietas que a nutricionista já me passou, porque raios não consigo segui-las como antes? Culpa. Que gera um pensamento “o que é um peido para quem está cagado?” e isso, certamente vai até a hora do almoço. Até lá, já terei me convencido de que não sou nada, não sou capaz e não vale a pena me privar da única coisa que me dá algum prazer no dia, que é comer. Vou descontar isso na hora do almoço solo de cada dia. O prato? É bem cheio de salada (eu adoro!), mas tem mais um negocinho aqui e ali e, claro, TEM que ter sobremesa! Gordura e açucar são minhas drogas (por sorte, licitas!), me ajudam a entorpecer um pouco a realidade que, não é bem como eu esperava, como eu desejei quando era mais nova, tantas metas, sonhos, desejos… E, vamos a mais um “vácuo”, entre a hora do almoço e a de ir embora, onde eu deveria trabalhar mas a produtividade esperada não vem. Faço apenas o necessário para manter o emprego, afinal, é necessário dinheiro para pagar as contas e, o prazer alcançável, que é comer. Afinal, não posso fazer uma super viagem, nem comprar uma casa, nem terminar de mobiliar onde moro, nem comprar aquela roupa ou sapato legal, porque não tenho o dinheiro suficiente para isso. Mas dá para comprar um hambúrguer e um chocolate, entende?

Yupi! Hora de ir embora!! Passei o dia olhando pela enorme janela do escritório, esperando este momento chegar!! Querendo estar lá fora mais do que tudo! Assim não preciso ter a sensação das pessoas me julgando, olhando pra mim e pensando “nossa, como ela engordou né”? Nem que ninguém esteja mesmo fazendo isso (não tenho muitos amigos no trabalho, sou meio fantasminha, aquela que almoça sozinha todo dia e tal). Espero o fretado, entrando nele lembro que tenho mais uma hora e meia pela frente, de transito, de agonia… Incrivelmente meu ânimo de estar em casa, vontade de fazer mil coisas morre ai, nessa sensação de “perder” mais um pouco do meu dia, da minha vida.

Chego em casa, já são quase sete da noite, por isso gosto do horário de verão, da uma falsa impressão de que tenho “um dia” pela frente. Alegria momentânea, a recepção linda e carinhosa dos gatos! Que momento gostoso!! Por mim ele poderia ser pausado, eu poderia vive-lo por horas a fio. Mas, nem eles aguentam tanto tempo, doam o que podem e vão comer, brincar, viver! Eu entro em total inercia. Limpar a casa? Fazer comida? Arrumar os zoneados armários? Fazer as coisas do blog (gravar vídeos, editar fotos e afins)? Sair para correr? Treinar? E, nada… Mais um monte de nada. Não tenho energia, não tenho forças. Quando me dou conta, já são quase nove da noite.

“Você deveria se envergonhar, o mundo está com tantos problemas ‘reais’ e você ai, se arrastando!!! Você não deveria desabafar em redes sociais… Agradeça por respirar, agradeça por ter pernas e braços, por ter saúde, por ter o que comer, a vida é linda, você é perfeita…” – incrível como esse tipo de abordagem piora as coisas! Sinceramente, ela não precisa ser feita, quem trava uma luta contra si mesmo já escuta tudo isso, e mais um pouco, ecoando na mente e, mesmo isso, não diminui o sentimento de “nada”.

Ok, hoje vou jantar e fazer coisas do blog e, nossa! Já são uma e meia da manhã?! Preciso dormir pois as cinco estou de pé!!

“Ou”

Janto, sento no sofá, passo canais até meia noite, onde já estarei pescando e vou para cama, dormir um pouco até as cinco, onde um novo e igual dia vai acontecer. E o meu dia? Nada.

Deito sem vontade alguma de levantar, durmo pensando na possibilidade de nem acordar. Mas, as cinco o despertador toca e tudo se repete. Um looping desesperador que começa toda segunda feira e se repete até sexta. Os finais de semana? Ah, esses variam entre bons e não tão bons… Mas ao menos neles, me sinto vivendo, e não, “sub” existindo.

Giovana Berner
Giovana Berner
Gigi Berner, paulista paulistana libriana que ama o interior, praia, caveiras, gatos, unhas, make, look e muita, mas muita, bagunça!
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    para eles - sendo Gigi
    Preguiça, por Leo Duck
    26 de agosto de 2015

    Preguiça.

    Ultimamente eu tenho muita preguiça, preguiça das pessoas. Tenho preguiça dos assuntos, dos discursos, das opiniões e pontos de vista irritadiços, cartesianos e dos debates insanos e sem nenhuma latência cheias de sermões acadêmicos.

    Preguiça da dureza, da falta de leveza, da presteza em vomitar idéias de ódio, de asco, de separação e de auto-afirmação. Da construção de seres mais segregados, compilados em blocos de verdades absolutas, separados por quilômetros de distância do bom senso.

    Preguiça da verdade absoluta, de pessoas fechadas, sem respeito, que com sua crença me tira os diretos, me julga em conceitos, agem com preconceito, com base nos seus argumentos com frases de efeito, e invadem meu eu mais profundo rasgando meu peito e me fazem da vez o eleito de seu repúdio, daquilo que sou, imperfeito.

    Preguiça do sexismo, machismo, feminismo, veganismo, baconismo, batatadocismo, marginalismo, haddaddismo, petismo, alckiminsmo, psdbmismo, coxinhismo, reaçaismo, cicloviaismo, 50porhoraismo e todos os demais que irão vir.

    Saudadedhamma-man-2

    Saudade das conversas arrastadas, das prosas sem hora, sem efeito de moral, nem pressa, sem correr contra o tempo, que a conversa seja um alento a alma, a calma.

    Que a seriedade  do dia a dia, seja reservada aos primeiros minutos, mas não muitos, que sejam apenas um desabafo, para abrir portas para o próximo parágrafo, de risadas e bobeiras ditas de forma animada e estimada pela beldade que é o ser, o ver, o ouvir, o sentir e o amar.

    Assim Falei.

    ♥

     

     

    Giovana Berner
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    sendo Gigi
    Parada Obrigatória, o chamado do pai ‘Teto’!
    22 de julho de 2015

    Lá na minha casa, sempre acontecia uma coisa interessante, eu diria que, muitas vezes trágica. Em momentos onde o estresse estava atingindo níveis extremos e que os dias pareciam pequenas bombas, a ponto de explodir, alguém adoecia (minha mãe e os sustos que já nos deu), quebrava alguns ossos (meu pai e suas traquinagens!) ou até, algo sem volta (saudades de meu irmão querido). Tanto que, depois de um tempo, isso era até alvo de brincadeiras por parte dos meus pais, do tipo “essa é a minha vez hein”. E, querendo ou não, era uma pausa, uma parada obrigatória, de um processo que, poderia acabar de maneira pior sabe?

    Um dia desses, me mostraram uma releitura, um novo “nome” de momentos como este, intitulado o “Chamado do pai Teto”. Você corre, se mata, trabalha, não tem tempo para ver amigos, não consegue dar a devida atenção à sua família, mal consegue se cuidar… Em meio a este turbilhão algo acontece e você se vê, muitas vezes, deitado numa cama, olhando para o teto!

    Independente da interpretação, é exatamente neste momento que você é capaz de vislumbrar muitas coisas. Enxerga, por exemplo, que o mundo continua girando e as coisas acontecendo mesmo sem a sua importante e imprescindível presença! E que ninguém é insubstituível… Costumo dizer que esta é a maneira que o universo, ou sei lá o que, tem de te mostrar que parar, as vezes é preciso e possível. Não apenas uma necessidade social, mas física e mental. As pessoas a sua volta precisam de você, mas precisam, acima de tudo, que você precise de você! Se respeite e permita-se.

    Mas, sabe qual o real desafio de tudo isso?? Voltamos ao ciclo vicioso com uma velocidade incrível! Vi esse tipo de situação acontecer inúmeras vezes na minha casa, a união que se via era coisa de novela, quase um comercial de margarina!! Mas era só a saúde voltar, a dor da perda passar, que tudo se esquecia. Os velhos hábitos voltavam, os mau humores, a pressão do dia a dia, do ter, do precisar, do querer…

    É, como dizem, a memória do ser humano é mesmo muito curta.

    carl-jung-003

    Giovana Berner
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    sendo Gigi
    Carta aberta à Depressão
    1 de julho de 2015

    E, de repente, você chegou. Talvez já estive espreitando e se preparando para se aproximar no momento certo, aquele em que eu não conseguiria resistir a sua proposta. Chegou de mansinho, foi se instalando com fortes intenções de ficar.

    Começou com sussurros de como fiz, erradas, tantas escolhas na vida, mostrando que toda aquela força que tive, a energia adolescente de nada serviram, não trilhei os caminhos desejados, não realizei os sonhos amados. Você faz questão de me dizer, todos os dias, o quanto estou acima do peso, de como sou baixa, a pele não vai bem, as unhas são feias, o cabelo não está legal, você molda, em absoluto, o que vejo refletido no espelho.Depois que você chegou, minha vontade de desbravar o mundo em conhecimentos cessou, segundo você, nem tenho lá muita inteligência mesmo, porque perderia tempo com isso? Nem tentei mais, não tenho capacidade. Você também me mostrou o quanto aceitar o cômodo é melhor, não preciso de mais do que isso, não mereço. Assim está bom.

    E seus problemas com o sono?? Acompanho você em noites mal dormidas, com pensamentos a mil e dias me arrastando, literalmente, caindo de sono. Apesar de gostar da noite, isso tem me feito sentir um cansaço enorme, total falta de energia para tarefas simples, seria tática sua?

    Algumas pessoas me alertaram sobre você, suas visitas a familiares sempre me mostraram o quanto você abusa, maltrata, tiraniza. Mas quando vi, você já tinha se instalado por aqui também. Essas mesmas pessoas já me disseram para manda-la embora, que é fácil, que estar ao seu lado é pura falta do que fazer, que basta ver quantas pessoas sofrendo no mundo para dar valor ao que tenho.

    Certamente elas não compreendem como você domina, e não sabem como é desafiante te enfrentar. Você se agarra, e dependendo do quanto de energia você já levou, não existem forças que te façam sair, é paralisante. Peço com jeitinho, chego a implorar que vá, mas o máximo que você faz é se esconder. Pronta para reaparecer em algum dia bonito, afinal, eu não mereço um dia assim. Não significa que eu esteja triste ou descontente com o que tenho, apenas que não tenho sua permissão de curtir isso.

    É, no momento você tem tomado conta de muito do meu ser, chego até a simpatizar um pouco com isso tudo, a aceitar que você vai ficar. De repente, se eu te oferecer um chá e um bolo, você pode se comover e me deixar em paz. Infelizmente vai ficar para outro dia, já que você me disse para não levantar da cama hoje, que o dia que se inicia é para quem tem esperanças e as minhas, você guardou no seu melhor cofre, junto com tantas outras coisas que já não sinto mais.

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     “A pior parte é você saber que esta voz, provavelmente, está mentindo”
    – Lembra daquela coisa estúpida que você fez??

    Giovana Berner
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    Carta aberta à você, que (precisa) gosta de agradar
    3 de junho de 2015

    “ Você só queria acertar sempre né?
    Ter a certeza de que tudo o que você imaginou e fez, sairia exatamente como o esperado e que aquela pessoa iriá ficar feliz com o que você fez, afinal, foi com tanto amor e carinho que, só podia estar perfeito!

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    Isso não acontece com muita frequência, o que te frusta e te deixa com o coração apertado, certo? Um misto de “onde foi que eu errei?” com “porque eu nunca acerto?”, incitado por uma pitada de “ela nunca está satisfeita?”…

    Giovana Berner
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